terça-feira, 1 de março de 2011

Moacyr Scliar (1933 - 2011)



«De Moacyr (1933-2011), os primeiros livros que li foram O Exército de um Homem Só e O Centauro no Jardim, momentos centrais de uma obra de interrogações e perplexidades. A Mulher Que Escreveu a Bíblia é um desses livros, tal como A Majestade do Xingu, uma história da emigração de judeus russos para o Brasil. O seu mundo era esse: o de Porto Alegre, a sua cidade transformada em catalisadora da sua memória judaica, da gente humilde que fugira da velha Rússia ou do comunismo. Lembro a sua casa, cheia de livros; escrevia em todo o lado, a toda a hora, sempre com um livro 'para terminar'. Ficámos amigos por causa de A Condição Judaica, um pequeno livro que mostrava o Moacyr simples, com o seu gosto pela beleza ética do judaísmo. Um adeus para Moacyr não basta.»

[FJV, no Correio da Manhã]

1 comentário:

Margarida disse...

A cada instante constato o desmesurado da minha ignorância.
Vénia a FJV que, neste lamento mais uma vez o demonstra, como sucedeu em tempos - de gargalhada, esses - pelo espanto da 'maior admiradora de António Sousa Homem'...